{"id":1281,"date":"2009-05-29T20:15:15","date_gmt":"2009-05-29T23:15:15","guid":{"rendered":"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/?page_id=1281"},"modified":"2024-03-16T14:20:32","modified_gmt":"2024-03-16T14:20:32","slug":"en-etapa-1-relatorio-8","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/?page_id=1281","title":{"rendered":"Etapa 1 \u2013 Relat\u00f3rio 8"},"content":{"rendered":"<h4>07.ABR.2002<\/h4>\n<h3 class=\"tit-rel\">Ola amigos, acabei de atravessar a Bol\u00edvia e agora come\u00e7o a rota no Peru. De Oruro fui para Caracolho, Tapacamaia e cheguei na capital La Paz, onde passei alguns dias. Depois de La Paz segui para o sagrado  Lago Titcaca passando por Laja e pela importante Tiwanaku.<\/h3>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"left\" class=\"images-rel\" src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_1\/rel_08\/relat_7.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Agora estou pedalando no altiplano andino. A mudan\u00e7a da subida dos Andes para o altiplano \u00e9 notada n\u00e3o somente pela geografia mas tamb\u00e9m pela sua popula\u00e7\u00e3o que agora \u00e9 dividida entre a etnia  qu\u00edchua e aimar\u00e1. Esta comunidade aimar\u00e1 \u00e9 mais antiga e com uma arquitetura mais requintada &#8211; as casas possuem muros com adornos, pequenos jardins e v\u00e1rios volumes. As express\u00f5es culturais contempo\u00e2neas se intensificaram e v\u00e1rias vezes presenciei ritos de homenagem ao sol, \u00e0 terra, \u00e0 lua, etc.<\/p>\n<p>Aqui existe uma divis\u00e3o do mundo em tr\u00eas dimens\u00f5es: Alaxpacha, Akapacha e Mankapacha que significam tudo que est\u00e1 acima da terra, tudo que est\u00e1 na terra e tudo que est\u00e1 dentro da terra respectivamente. Akapacha possui v\u00e1rias pachas e a mais celebrada \u00e9 a Pachamama que \u00e9 a senhora da for\u00e7a dupla, de tudo que tem condi\u00e7\u00e3o de reprodu\u00e7\u00e3o \u2013 a Madre Tierra que \u00e9 fecundada pelo Padre Sol.<\/p>\n<p>A cidade de Oruro \u00e9 muito famosa pelo seu Carnaval que \u00e9 considerado Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade. Fundada em 1606 fica a 3700 m.a.n.m. e \u00e9 importante polo metal\u00fargico (estanho e antim\u00f4nio). De Oruro fui para La Paz, passando por Caracolho e Tapacamaia e no caminho encontrei um companheiro ciclista canadense, Trent Wieb, que j\u00e1 est\u00e1 h\u00e1 dez meses na estrada www.overlandexplorers.com.<\/p>\n<p>Existem v\u00e1rios morros com neve eterna no altiplano, estou pedalando entre 3000 e 4500 m.a.n.m. (o ponto mais alto do Brasil \u00e9 o pico da Neblina, no Amazonas, com 3014 m.a.n.m.). Para chegar em La Paz &#8211; a capital mais alta do mundo com 3.636 m.a.n.m. e um milh\u00e3o de habitantes &#8211; passei por El Alto e, para meu azar, al\u00e9m do frio tradicional peguei tamb\u00e9m n\u00e9voa e chuva. Depois de descer as montanhas que cercam a capital minhas m\u00e3os e rosto estavam congelados \u2013 n\u00e3o conseguia passar a marcha da bicicleta e minha boca quase n\u00e3o mexia. Achei um hotel e fiquei quase tr\u00eas horas no banho quente para voltar ao normal.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"right\" class=\"images-rel\" src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_1\/rel_08\/relat_7_2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Em La Paz est\u00e1 ocorrendo um forte movimento de resgate da cultura aut\u00f3ctone. Um dos bares mais agitados da noite pacenha \u00e9 o Ojo de \u00c1gua que tem sempre apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo de grupos bolivianos e toca somente ritmos tradicionais. A capital \u00e9 bastante agitada, praticamente todos os dias ocorrem passeatas no j\u00e1 conturbado centro. Presenciei protestos por melhores sal\u00e1rios de professores (ganham aproximadamente 80 d\u00f3lares por m\u00eas) e pela retirada dos alem\u00e3es que compraram a empresa telef\u00f4nica estatal boliviana.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"left\" class=\"images-rel\" src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_1\/rel_08\/relat_7_3.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>A capital boliviana foi constru\u00edda, no S\u00e9c. XVI,  em um terreno desocupado. Os \u00fanicos vest\u00edgios pr\u00e9-hisp\u00e2nicos de La Paz s\u00e3o as pedras incas trazidas de outros locais e que foram utilizadas para a constru\u00e7\u00e3o de algumas igrejas. Depois de se estabelecerem nos Andes, os espanh\u00f3is come\u00e7aram o grande genoc\u00eddio cultural destruindo as edifica\u00e7\u00f5es incas e contruindo igrejas cat\u00f3licas sobre seus escombros. Hoje a maioria da popula\u00e7\u00e3o boliviana \u00e9 ind\u00edgena, os qu\u00edchuas e aimar\u00e1s representam mais de 50% da popula\u00e7\u00e3o, mas a auto-suficiencia pr\u00e9-hisp\u00e2nica foi trocada por uma instabilidade capitalista que faz com que os descendentes incas vivam no limiar entre a subsist\u00eancia e a mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>La Paz possui alguns edif\u00edcios modernos nas grandes avenidas centrais e uma das caracter\u00edsticas mais marcantes da cidade contempor\u00e2nea s\u00e3o seus pr\u00e9dios &#8220;disfar\u00e7ados&#8221; de contru\u00e7\u00e3o. Muitos moradores preferem deixar os tijolos sem reboco para pagarem o imposto de obra, que \u00e9 mais barato que o imposto dos pr\u00e9dios finalizados.<\/p>\n<p>Visitei a Universidade Estatal de La Paz e fui convidado para dar uma aula na Faculdade de Arquitetura. Foi muito interessante e no final quem mais aprendeu fui eu que aproveitei a oportunidade para tirar minhas d\u00favidas sobre as t\u00e9cnicas utilizadas para fazer as casas de barro e palha, muito comuns nos Andes. Al\u00e9m das t\u00e9cnicas tamb\u00e9m s\u00e3o interessantes os rituais de constru\u00e7\u00e3o como, por exemplo, deixar a casa sem telhado por um ano para que o sol possa habit\u00e1-la antes das pessoas entrarem.<\/p>\n<p>De La Paz fui para Laja, local onde originalmente foi fundada a capital de Nuestra Senhora de La Paz em 1548 pelo capit\u00e3o Alonzo de Mendoza e que logo foi transferida por causa do clima &#8211; a atual La Paz est\u00e1 rodeada de morros e fica protegida do vento frio do altiplano.<\/p>\n<p>Bol\u00edvia possui hoje 63% de sua popula\u00e7\u00e3o vivendo nas cidades e 37% nas \u00e1reas rurais. Na beira da estrada \u00e9 muito comum ver os campesinos trabalhando no cultivo, principalmente batata, cevada, qu\u00ednua, kiwicha, e na cria\u00e7\u00e3o de ovelhas e llamas. N\u00e3o existem cercas para pastos e para cada d\u00fazia de animais existe um campesino que fica todo o dia acompanhando o pastoreio. Muitos campesinos amarram os p\u00e9s dos animais como se fosse uma algema evitando que se distanciem. Quase todo cultivo \u00e9 manual e vi pouqu\u00edssimos tratores.<\/p>\n<p>A qu\u00ednua e a kiwicha s\u00e3o plantas muito nutritivas e sua produ\u00e7\u00e3o foi proibida pelos espanh\u00f3is na \u00e9poca colonial for\u00e7ando a popula\u00e7\u00e3o a consumir produtos da Espanha. Na d\u00e9cada de 70 a kiwicha foi redescoberta pelos cientistas da NASA e foi utilizada como alimento para os astronautas.<\/p>\n<p>Em Tiwanaku conheci um pouco das ru\u00ednas de uma civiliza\u00e7\u00e3o que antecedeu os incas e j\u00e1 existia em 2000 a.C. segundo o Arq. Arql. Javier F. Escalante e ao menos 12.000 a.C. segundo o Dr.  Jorge Angel Livraga Rizzi (Cruz de Paris em ci\u00eancias, artes e letras). Pude ver o rec\u00e9m chegado monumento Benet que foi recolocado em seu local de origem ap\u00f3s d\u00e9cadas vividas em La Paz, onde foi danificado e perdeu muitos dos seus desenhos originais.<\/p>\n<p>Em Kalasasaya, no centro c\u00edvico cerimonial de Tiwanaku, est\u00e1 o mon\u00f3lito Ponce &#8211; uma escultura antropomorfa de um sacerdote com um rosto com l\u00e1grimas que parecia j\u00e1 prever a estupidez humana que deu fim \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o tiwanakota e inca.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"left\" class=\"images-rel\" src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_1\/rel_08\/relat_7_4.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>As constru\u00e7\u00f5es tiwanakotas foram feitas n\u00e3o para serem reverenciadas e sim para reverenciarem os elementos da natureza. Toda implanta\u00e7\u00e3o do centro cerimonial est\u00e1 direcionada para o sol ou para lua, suas esculturas s\u00e3o carregadas de misticismos. Existem v\u00e1rios desenhos de jaguar e condor que significam o guerreiro terrestre e o sacerdote em contato com o c\u00e9u sagrado.<\/p>\n<p>Perguntei para os cordenadores do Museu de Tiwanaku sobre a possibilidade de ver a lua cheia nascendo na Puerta de la Luna  e depois de muita burocracia me apresentaram a proposta de um suborno de quinze d\u00f3lares, al\u00e9m de pagar a entrada normal, para permitirem minha entrada fora do hor\u00e1rio &#8211; Que os Deuses tiwanakotos perdoem essa e as v\u00e1rias outras corrup\u00e7\u00f5es bolivianas que tive de escutar no percurso.<\/p>\n<p>Atualmente existe o Projeto Tiwanaku da Associa\u00e7\u00e3o Intervida que trabalha com sete mil estudantes entre 6 e 14 anos. S\u00e3o oferecidas atividades extracurriculares direcionadas \u00e0s necessidades da popula\u00e7\u00e3o. As aulas de refor\u00e7o de matem\u00e1tica s\u00e3o feitas junto com o aprendizado de cultivo com atividades como: contar plantas, folhas, medir comprimento, pesar e valorar seu pre\u00e7o no mercado, buscando assim integrar os estudantes aim\u00e1ras com suas atividades cotidianas.<\/p>\n<p>De Tiwanaku fui para o Lago Titicaca que \u00e9 a divisa da Bol\u00edvia com o Peru. Passei por Desaguadero, alguns povoados no Peru e voltei para Bol\u00edvia. O lago Titicaca e seu entorno s\u00e3o heran\u00e7as vivas da civiliza\u00e7\u00e3o tiwanakota e incaica. Lugar sagrado do filho do sol, com v\u00e1rios mitos e lendas. Um dos mitos aponta o lago como local do nascimento do Imp\u00e9rio Inca.<\/p>\n<p>O lago Titicaca possui dimens\u00f5es oce\u00e2nicas (8.340 km2), \u00e1gua ligeiramente salgada e v\u00e1rias ilhas. Perto de Copacabana, pequeno povoado muito visitado pelos turistas, existem as Isla del Sol e Isla de la Luna. Estive em Copacabana durante a Semana Santa e vi milhares de fi\u00e9is que fizeram peregrina\u00e7\u00e3o at\u00e9 o calv\u00e1rio da Virgem de Copacabana. A grande festa veio com muita polui\u00e7\u00e3o &#8211; a beira do lago ficou cheia de pl\u00e1sticos e latas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"left\" class=\"images-rel\" src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_1\/rel_08\/relat_7_5.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Visitei a Isla del Sol e aproveitei para fazer um trabalho junto com o professor de Ci\u00eancias Sociais Juan Cruz Quispe e seus alunos da Unidad Educativa Yumani que fizeram desenhos e textos sobre diferentes temas relatando os costumes de seu pa\u00eds: Agricultura, Vestimentas, Comida, Ru\u00ednas Incas, Lago Titicaca, Transporte, Madre Tierra e M\u00fasica. O resultado foi muito bom e tentarei fazer o mesmo em todos os pa\u00edses que passar.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"left\" class=\"images-rel\" src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_1\/rel_08\/relat_7_8.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Aproveito para convidar todas as escolas e participarem com desenhos e textos de alunos mostrando as principais caracter\u00edsticas de onde vivem. Dessa forma poderemos, atrav\u00e9s do site, fazer um interc\u00e2mbio direto entre os estudantes. Os trabalhos podem ser escaneados e enviados para o email:argus@gcsnet.com.br . Com a particip\u00e3o de todos, em breve teremos no site um mapa interativo onde as regi\u00f5es ser\u00e3o representadas pelos trabalhos dos alunos.<\/p>\n<p>Um grande abra\u00e7o,<br \/>\n<strong>Argus<\/strong><\/p>\n<p><strong>Para saber mais<\/strong><br \/>\n<strong>La Paz<\/strong><br \/>\nwww.ci-lapaz.gov.bo<br \/>\nProjetos arquitet\u00f4nicos apresentados para o concurso do Parque Urbano Central de La Paz<br \/>\nwww.parqueurbanocentral.org puclapaz@qmx.net<\/p>\n<p><strong>Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nwww.veips.gov.bo<br \/>\nAssocia\u00e7\u00e3o Intervida \u2013 Projeto Tiwanaku<br \/>\nwww.intervidabo-org<br \/>\nCoordena\u00e7\u00e3o do Ano Internacional das Montanhas 2002<br \/>\nwww.aim2002bolivia.org<br \/>\nChuquisaca \u2013 Asociaci\u00f3n Sucrense de Ecologia<br \/>\nAea@mara.scr.entelnet.bo<br \/>\nLa Paz \u2013 Programa de Bosques Nativos Andinos<br \/>\nProbona@mail.megalink.bo<br \/>\nOruro \u2013 Centro de Estudios y Pueblos Andinos<br \/>\nCepaoru@nogal.oru.entelnet.bo<br \/>\nPotosi \u2013 Sociedad Potosina de Ecologia<br \/>\nSopeforo@cedro.pts.entelnet.bo<br \/>\nSanta Cruz \u2013 Asociaci\u00f3n Ecol\u00f3gica del Oriente<br \/>\nBelinda@zuper.net jlaramayo@unete.com<br \/>\nTarija \u2013 Vida Verde<br \/>\nVive@olivo.tja.entelnet.bo<\/p>\n<p><strong>Livros<\/strong><br \/>\nEl enigma precolombino &#8211; Fernando Schwarz<br \/>\nMagia, Religi\u00f3n y Ciencia para el Tercer Milenio &#8211; Jorge Angel Livraga<br \/>\nLos Incas &#8211; Waldemar Espinoza Soriano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>07.ABR.2002 Ola amigos, acabei de atravessar a Bol\u00edvia e agora come\u00e7o a rota no Peru. 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