{"id":435,"date":"2009-10-20T19:18:26","date_gmt":"2009-10-20T22:18:26","guid":{"rendered":"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/?page_id=435"},"modified":"2024-03-16T14:20:31","modified_gmt":"2024-03-16T14:20:31","slug":"etapa-2-relatorio-5","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/?page_id=435","title":{"rendered":"Etapa 2 \u2013 Relat\u00f3rio 5"},"content":{"rendered":"<h4>19.SET.2002<\/h4>\n<h3 class=\"tit-rel\">Ola amigos, agora estou na Indon\u00e9sia. Passei por Bali e estou atravessando a ilha de Java de leste a oeste. Passei pelo importante porto de Surabaya e agora estou no meio da ilha, em Yogiakarta.<\/h3>\n<p>No S\u00e9c. XVI a Indon\u00e9sia teve alguns entrepostos comerciais portugueses e no S\u00e9c. XVII o pa\u00eds se tornou col\u00f4nia da Companhia Holandesa das \u00cdndias Orientais. A Holanda utilizava os importantes portos de Surabaya e Jacarta para fazer suas transa\u00e7\u00f5es comercias mar\u00edtimas. Nessa \u00e9poca foi constru\u00edda uma linha de trem, com m\u00e3o de obra escrava indon\u00e9sia, atravessando a ilha de Java e ligando os dois portos. Parte do meu percurso \u00e9 paralelo a esta linha de trem.<\/p>\n<p>Na Segunda Guerra Mundial o Jap\u00e3o ocupou a ilha por tr\u00eas anos e meio. Os indon\u00e9sios conseguiram a independ\u00eancia em 1945 e Sukarno se tornou presidente. Em 1966 os militares retiraram Sukarno do poder que foi passado para o general Suharto em 1968. O final da d\u00e9cada de 90 foi bastante conturbada para a Indon\u00e9sia. Al\u00e9m da crise financeira geral dos tigres asi\u00e1ticos o General Suharto estava com um governo muito inst\u00e1vel, decorrente do seu estado de sa\u00fade e den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o e viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos. Em 1998 a ditadura terminou e hoje o pa\u00eds \u00e9 uma Rep\u00fablica pluripartidarista sob o governo da presidenta Megawati Sukarnoputri, filha de Sukarno &#8211; uma boa surpresa ver uma mulher governando um pa\u00eds de maioria mu\u00e7ulmana.<\/p>\n<p>Os tigres asi\u00e1ticos s\u00e3o pa\u00edses que tiveram um grande desenvolvimento industrial entre as d\u00e9cadas de 60 e 80. Dentre os tigres asi\u00e1ticos se destacam a Indon\u00e9sia, Tail\u00e2ndia, Mal\u00e1sia, Filipinas, Cingapura, Taiwan (Formosa) e Cor\u00e9ia do Sul. O grande desenvolvimento gerou especula\u00e7\u00e3o na bolsa de valores e crise financeira a partir de 1997, quando ocorreu uma grande desvaloriza\u00e7\u00e3o das moedas. Em quase todos os pa\u00edses o governo deu forte \u00eanfase no ensino b\u00e1sico gerando uma m\u00e3o de obra qualificada e barata, um dos motivos da grande expans\u00e3o das ind\u00fastrias de eletr\u00f4nicos, vestu\u00e1rio e computadores.<\/p>\n<p>O pa\u00eds \u00e9 o maior arquip\u00e9lago do mundo. Ainda n\u00e3o descobri o n\u00famero oficial de ilhas que possui. Encontrei um lugar que fala 13, outro 17 e outro 25 mil. (?) O indon\u00e9sio \u00e9 a l\u00edngua oficial mas o pa\u00eds possui mais de 300 dialetos. \u00c9 o quarto pa\u00eds mais populoso do mundo! O pa\u00eds possui mais habitantes que o Brasil. S\u00e3o mais de 225 milh\u00f5es de pessoas!<\/p>\n<p>O indon\u00e9sio \u00e9 um povo calmo e sorridente. Pequeno fisicamente, o que me faz comer geralmente duas a tr\u00eas vezes o que \u00e9 considerado um prato para eles. S\u00e3o todos muito nacionalistas e \u00e9 dif\u00edcil encontrar algum lugar que n\u00e3o tenha a bandeira indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>Grande parte da popula\u00e7\u00e3o vive em extrema pobreza, apesar da diferen\u00e7a social ser relativamente pequena. A Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) constatou que hoje no mundo existem 246 milh\u00f5es de crian\u00e7as e uma de cada seis crian\u00e7as entre 5 e 17 anos est\u00e3o trabalhando &#8211; 60% dessas crian\u00e7as est\u00e3o na regi\u00e3o do sudeste asi\u00e1tico.<\/p>\n<p>O pa\u00eds vive principalmente de petr\u00f3leo, g\u00e1s, estanho, componentes eletr\u00f4nicos, madeira e t\u00eaxteis. Tamb\u00e9m existem muitas planta\u00e7\u00f5es de arroz para consumo local, tanto nas \u00e1reas planas quanto nas montanhosas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"right\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_2\/rel_05\/rel_5_01.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Planta\u00e7\u00f5es de arroz nas montanhas\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 um pa\u00eds quente. A temperatura m\u00e9dia anual \u00e9 de 26 graus (Agora em Jacarta a temperatura est\u00e1 variando entre 26 e 31 graus). Estou passando durante a \u00e9poca seca e n\u00e3o peguei nenhuma chuva mas costuma chover muito entre novembro e mar\u00e7o (em janeiro chove 340 mm em Jacarta). V\u00e1rias montanhas s\u00e3o vulc\u00f5es e o ponto mais alto \u00e9 o monte Agung, com 3,142 m.<\/p>\n<p>Minha preocupa\u00e7\u00e3o com dengue e mal\u00e1ria \u00e9 constante. A forma que encontrei para me prevenir \u00e9 n\u00e3o me deixar ser picado por nenhum inseto. O que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil pois todos lugares t\u00eam muito pernilongo. Em geral passo um forte repelente no corpo e quando poss\u00edvel iseticida onde vou dormir. N\u00e3o faz muito bem para sa\u00fade mas seguramente \u00e9 melhor do que ficar doente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"left\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_2\/rel_05\/rel_5_02.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Apresenta\u00e7\u00e3o de grupos de m\u00fasica e dan\u00e7a indon\u00e9sios\" \/><\/p>\n<p>Bali \u00e9 a ilha mais tur\u00edstica de todo arquip\u00e9lago. V\u00e1rios textos falam que o local perdeu o charme com a grande expans\u00e3o do turismo das \u00faltimas d\u00e9cadas mas ainda assim achei muito interessante. A ilha pode ser dividida entre Kuta e as outras cidades. Kuta \u00e9 o centro onde est\u00e3o quase todos os hot\u00e9is, restaurantes e lojas. A\u00ed \u00e9 preciso ter muita paci\u00eancia com os vendedores que, de minuto em minuto, aparecem oferecendo maconha, extasy, massagem, mulher, transporte, etc.<\/p>\n<p>A ilha \u00e9 um centro de hidu\u00edsmo num pa\u00eds de maioria mu\u00e7ulmana. Hindu\u00edsmo \u00e9 a terceira maior religi\u00e3o em n\u00famero de adeptos no mundo. Dentre seus preceitos b\u00e1sicos, os Vedas, est\u00e3o o polite\u00edsmo e a cren\u00e7a na reencarna\u00e7\u00e3o. A sociedade \u00e9 dividida por castas o que gera uma diferen\u00e7a social hist\u00f3rica e praticamente imut\u00e1vel.<\/p>\n<p>Esquecendo os vendedores e o movimento dos turistas ainda \u00e9 poss\u00edvel imaginar uma vila hindu\u00edsta muito mais tranquila h\u00e1 anos atr\u00e1s. A arquitetura dos templos \u00e9 bastante trabalhada e colorida. Nas vielas que comp\u00f5em a cidade v\u00ea-se sempre os altares de devo\u00e7\u00e3o dentro das casas e a popula\u00e7\u00e3o fazendo diariamente os rituais com incensos, flores e oferendas. Outro costume interessante \u00e9 de soltar papagaios (pipas). Eles s\u00e3o especialistas e fazem alguns imensos. O c\u00e9u de Bali fica sempre cheio deles com tamanhos, formatos e cores para todos os gostos.<\/p>\n<p>A praia de Kuta \u00e9 uma mistura interessante do turismo ocidental, popula\u00e7\u00e3o local e vizinhos mu\u00e7ulmanos. Num mesmo dia \u00e9 poss\u00edvel ver as ocidentais de topless, as mu\u00e7ulmanas entrando na \u00e1gua com roupa em todo o corpo e uma cerim\u00f4nia hindu\u00edsta.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"right\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_2\/rel_05\/rel_5_03.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Celebra\u00e7\u00e3o hindu\u00edsta na praia de Kuta\" \/><\/p>\n<p>A ilha \u00e9 tamb\u00e9m um para\u00edso para o surfe. At\u00e9 eu tentei aprender! S\u00e3o milhares de surfistas que visitam o arquip\u00e9lago para poderem surfar nas &#8220;ondas perfeitas&#8221; da Indon\u00e9sia. Aproveitei o reencontro dos amigos do veleiro que sabiam surfar para me darem umas aulas. No final passei mais tempo embaixo d&#8217;\u00e1gua nas &#8220;vacas&#8221; que em cima da prancha. Mas valeu a pena.<\/p>\n<p>Fiz alguns tours pela ilha. De bicicleta fui para Nusa Dua e Dreamland e de carro fui para Ubud junto com a turma do veleiro. Ubud tem um dos templos mais famosos de Bali onde tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel ver milhares de macacos. Inclusive toda a ilha \u00e9 cheia deles. Nas estradas \u00e9 muito f\u00e1cil v\u00ea-los.<\/p>\n<p>De Bali fui para a ilha de Java, pr\u00f3xima ilha a oeste, atravessando de ferry um pequeno estreito de tr\u00eas quil\u00f4metros.<br \/>\nNa estrada percebe-se bem a quantidade de gente que existe no pa\u00eds. V\u00e1rias estradas parecem mais uma avenida no centro de uma cidade movimentada. Voc\u00ea s\u00f3 sabe que mudou de cidade se perguntar ou entender as placas. Est\u00e1 tudo ocupado e n\u00e3o sobrou lugar para nada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da densidade de casas tamb\u00e9m impressiona o n\u00famero de motos, carros e caminh\u00f5es nas estradas. \u00c9 muita fuma\u00e7a e barulho. A polui\u00e7\u00e3o da atmosfera \u00e9 terr\u00edvel, v\u00e1rios usam pano na cara para diminu\u00edrem a sujeira nos pulm\u00f5es.<\/p>\n<p>As estradas n\u00e3o possuem acostamento, faixas, sinaliza\u00e7\u00e3o, nada! Uma \u00e1urea de prote\u00e7\u00e3o faz com que ningu\u00e9m seja atropelado. M\u00e3o e contram\u00e3o n\u00e3o existem. Aqui vale tudo. Os caminh\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o acostumados com bicicletas e motos no meio do caminho. Alguns tipos de buzinas possuem significados que eu estou aprendendo: umas falam que um carro vai me passar, outras que o caminh\u00e3o possui duas cargas, outras s\u00e3o para eu me jogar para fora pois n\u00e3o vamos caber juntos na pista e outras, mais escandalosas, s\u00e3o somente para me gritarem &#8220;Hello Mister&#8221;, &#8220;Brasil! Good!&#8221; ou &#8220;Ronaldo!&#8221;.<\/p>\n<p>Talvez a calma do povo indon\u00e9sio seja a f\u00f3rmula para conseguirem viver com tanta gente no meio desse caos.<\/p>\n<p>A principal mudan\u00e7a de uma ilha para a outra foi a religi\u00e3o. Passei de uma ilha hindu\u00edsta para uma mu\u00e7ulmana (islamismo) que \u00e9 a religi\u00e3o predominante no pa\u00eds. O islamismo \u00e9 a segunda maior religi\u00e3o em n\u00famero de adeptos no mundo, perdendo apenas para o cristianismo. Respeita o Alcor\u00e3o, o livro sagrado isl\u00e2mico, e baseia-se na devo\u00e7\u00e3o e obedi\u00eancia \u00e0 Al\u00e1, o Deus \u00e1rabe. Dois dos preceitos b\u00e1sicos do Alcor\u00e3o s\u00e3o a generosidade e a justi\u00e7a entre as pessoas. Todos se ajudam bastante e por isso existe pouca diferen\u00e7a social. \u00c9 dif\u00edcil ver miser\u00e1veis nas pequenas cidades. Quase todos possuem comida e lugar para dormir, mesmo que seja de baix\u00edssima qualidade.<\/p>\n<p>Estou tentando pedalar somente por partes planas da ilha. Passei por Banyuwangi, Situbondo, Probolinggo e cheguei em Surabaya, todas com mais de 500 mil habitantes.<\/p>\n<p>No S\u00e9c. XVI Surabaya era a maior e mais desenvolvida cidade do arquip\u00e9lago. Hoje \u00e9 a segunda maior, perdendo apenas para a capital Jacarta. Em Surabaya ocorreu um dos mais significativos movimentos da independ\u00eancia indon\u00e9sia. Em 1945, ap\u00f3s a independ\u00eancia do pa\u00eds pelos japoneses, os holandeses hastearam sua bandeira no hotel Majapahit, no centro da cidade. Meia hora depois, v\u00e1rios jovens gritando &#8220;Merdeka&#8221; (liberdade) subiram no telhado do hotel e rasgaram a faixa azul da bandeira holandesa, ficando somente as cores vermelha e branca da bandeira indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>Surabaya possui 4 milh\u00f5es de habitantes. Reflete um crescimento desordenado e uma estrutura ambiental insustent\u00e1vel. Os rios est\u00e3o polu\u00eddos e existe lixo por todo lado. O ar que j\u00e1 era polu\u00eddo na estrada se transformou em uma mancha negra na cidade. O tr\u00e2nsito \u00e9 ca\u00f3tico. Existem avenidas que demorei mais de 10 minutos para atravessar. Quase n\u00e3o existem sinais de tr\u00e2nsito e alguns lugares, para atravessar, as pessoas se lan\u00e7am no meio da rua e os carros v\u00e3o desviando.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"left\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_2\/rel_05\/rel_5_04.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Rua de Surabaya\" \/><\/p>\n<p>Al\u00e9m das motos existem muitos t\u00e1xi-bicicletas, bicicletas com um banco adaptado na frente para o cliente. Experimentei atravessar a cidade em um deles. Os t\u00e1xi-bicicletas n\u00e3o precisam respeitar os sinais. E realmente n\u00e3o respeitam. Andam na contram\u00e3o quase todo o tempo e passam muito perto dos \u00f4nibus e carros. \u00c9 muito mais adrenalina que qualquer montanha russa!<\/p>\n<p>De Surabaya passei por Jombang, Madiun, Surakarta, atravessei v\u00e1rias planta\u00e7\u00f5es de arroz e fumo, bebi muito coco e ch\u00e1 gelado, comi muita manga, vi muita gente e cheguei em Yogiakarta. E daqui estou enviando este email. Uma cidade com uma energia muito boa e v\u00e1rios templos. Ontem visitei o templo de Prambanan que tem 900 anos. Diferente dos templos hindus de Bali esse n\u00e3o possui desenhos e cores., \u00e9 todo em pedra esculpida, cor natural e incrivelmente maior que todos outros que j\u00e1 havia visto.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"right\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_2\/rel_05\/rel_5_05.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Templo de Prambanan\" \/><\/p>\n<p>Por internet acompanhei a c\u00fapula mundial para o meio ambiente que ocorreu \u00faltimo m\u00eas em Johanesburgo, a Rio +10. Infelizmente a c\u00fapula foi um fracasso. Poucas quest\u00f5es foram colocadas em pr\u00e1tica com objetivos e metas. Resolu\u00e7\u00f5es para o aquecimento global seguem a lesma lerda. N\u00e3o foi definida nenhuma atua\u00e7\u00e3o eficaz para o problema. Ao contr\u00e1rio, as propostas mais emergenciais foram vetadas em detrimento de ambi\u00e7\u00f5es capitalistas (mais uma vez&#8230;).<\/p>\n<p>&#8220;Na quest\u00e3o da energia, um dos principais pontos de impasse da c\u00fapula, os EUA -maior consumidor de petr\u00f3leo e derivados do planeta- se aliaram a alguns pa\u00edses \u00e1rabes para derrotar iniciativas do Brasil e da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, que queriam metas para ampliar a participa\u00e7\u00e3o das fontes renov\u00e1veis na matriz global.&#8221;<br \/>\nSite da Folha de S\u00e3o Paulo, agosto de 2002<\/p>\n<p>Eduardo Galleano escreveu em entrevista ao jornal espanhol El Mundo no \u00faltimo agosto: &#8220;Bush anunci\u00f3 que los Estados Unidos aumentar\u00e1n en un 43 por ciento, en los pr\u00f3ximos dieciocho a\u00f1os, la emisi\u00f3n de los gases que intoxican la atm\u00f3sfera &#8230; preside um pa\u00eds de m\u00e1quinas que rodam comendo petr\u00f3leo e vomitando veneno.&#8221; e lembrou que nos anos 90 se produziram &#8220;86 cat\u00e1strofes&#8221; naturais que deixaram &#8220;cinco vezes mais mortos do que as guerras&#8221; nesse per\u00edodo.<\/p>\n<p>Para os ambientalistas presentes n\u00e3o sobrou mais o que fazer al\u00e9m de vaiar o representante americano, Colin Powel, no encerramento da c\u00fapula. E para mim tamb\u00e9m sobrou pouco a fazer al\u00e9m de escrever e tentar conscientizar algum desatento que ainda n\u00e3o tinha conhecimento dessas not\u00edcias.<\/p>\n<p>Aqui em em Yogiakarta visitarei o templo budista de Borobudur e logo sigo para Jacarta.<\/p>\n<p>Um abra\u00e7o e at\u00e9 a pr\u00f3xima,<br \/>\n<strong>Argus<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;O construir e o fazer arquitetura \u00e9 para os fortes de esp\u00edrito. Esta \u00e9 a raz\u00e3o pela qual nos prim\u00f3rdios da civiliza\u00e7\u00e3o os povos constru\u00edam para os deuses, que definiam os destinos da humanidade.&#8221;<br \/>\nArquiteto, Professor e Amigo Eolo Maia (1942 &#8211; 2002)<br \/>\nObrigado por tudo que nos ensinou.<\/p>\n<p><strong>Para saber mais<\/strong><br \/>\nLivro<br \/>\nBattle of Surabaya, s.l. : Public Relations Bureau East Java Province, 1993. Page 11-13.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>19.SET.2002 Ola amigos, agora estou na Indon\u00e9sia. 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