{"id":452,"date":"2009-10-21T10:29:44","date_gmt":"2009-10-21T13:29:44","guid":{"rendered":"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/?page_id=452"},"modified":"2024-03-16T14:20:31","modified_gmt":"2024-03-16T14:20:31","slug":"etapa-2-relatorio-10","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/?page_id=452","title":{"rendered":"Etapa 2 \u2013 Relat\u00f3rio 10"},"content":{"rendered":"<h4>23.JAN.2003<\/h4>\n<h3 class=\"tit-rel\">Ol\u00e1 amigos! Acabamos de atravessar Laos. Das montanhas de Udom Xai seguimos para o sul at\u00e9 encontrar novamente o rio Mekong na capital Vientiane. Depois passamos novamente pela Tail\u00e2ndia (Natal e Ano Novo) e agora estamos come\u00e7ando a rota pelo interessante Camboja.<\/h3>\n<p>De Luang Prabang seguimos pela estrada que liga a China e o norte do Vietn\u00e3 \u00e0 capital de Laos. Apesar da import\u00e2ncia da estrada a sua qualidade n\u00e3o mudou muito. Seguimos sem muitas regalias de hot\u00e9is ou restaurantes, comendo e dormindo em locais muito simples.<\/p>\n<p>A rota Luang Prabang &#8211; Vientiane foi publicada no famoso guia de viagem Lonely Planet em um livro especial para ciclistas. Essa rota foi onde encontrei a maior concentra\u00e7\u00e3o de ciclistas durante toda a viagem. Chegamos a encontrar mais de 30 num mesmo dia! \u00c9 impressionante como os guias de viagem modificam o turismo, tanto para ciclistas como para &#8220;mochileiros&#8221;. O Lonely Planet \u00e9 o guia mais conhecido e \u00e9 utilizado praticamente como uma b\u00edblia. Seguindo as dicas desses guias, a grande maioria dos turistas visita somente tr\u00eas cidades em Laos &#8211; Luang Prabang, Vang Vieng e Vientiane &#8211; o que \u00e9 uma pena pois perdem a grande beleza do pa\u00eds que est\u00e1 nas pequenas aldeias entre as cidades.<\/p>\n<p>Laos foi fechado para o turismo at\u00e9 poucos anos atr\u00e1s. A abertura veio com a necessidade do dinheiro trazido por essa ind\u00fastria. No entanto a interfer\u00eancia cultural \u00e9 expl\u00edcita. A cultura milenar desses povos pode (e vai) se transformar em poucos anos. Para evitar que as mulheres tomem o mesmo caminho de prostitui\u00e7\u00e3o da vizinha Tail\u00e2ndia, o governo pro\u00edbe o relacionamento sexual com estrangeiros &#8211; se a mulher for flagrada com um turista ela \u00e9 presa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"right\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_2\/rel_10\/image24.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Ritual para escolha do marido e mulher nas tribos Hmong\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil falar sobre os problemas causados pelos turismo pois de alguma forma tamb\u00e9m fa\u00e7o parte dessa destrui\u00e7\u00e3o. Seja de bicicleta, mochila, avi\u00e3o, a p\u00e9 ou a cavalo seremos sempre uma refer\u00eancia de um mundo diferente para essas delicadas culturas. O importante \u00e9 ter consci\u00eancia dessa interfer\u00eancia e fazer disso uma forma de melhorar ou n\u00e3o modificar a vida nessas comunidades &#8211; e seguramente droga e prostitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o as melhores interfer\u00eancias.<\/p>\n<p>Geralmente a vida nas montanhas \u00e9 muito mais dif\u00edcil e pobre que na plan\u00edcie, onde a agricultura \u00e9 mais f\u00e1cil. As montanhas s\u00e3o a regi\u00e3o dos laborat\u00f3rios de hero\u00edna controlados pelas tribos Hmong. Logicamente o turismo \u00e9 mal vindo e uma c\u00e2mara fotogr\u00e1fica pode ser motivo de muito problema. Percebemos ali um ambiente estranho e at\u00e9 as crian\u00e7as que sempre nos cumprimentam nos olhavam em sil\u00eancio. As tribos das montanhas que n\u00e3o cultivam \u00f3pio vivem na mis\u00e9ria e muitos fazem do desmatamento sua \u00fanica fonte de renda.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"left\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_2\/rel_10\/image25.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Casa nas montanhas\" \/><\/p>\n<p>&#8220;The minorities are becoming increasingly marginalized in the economic field. They live in the areas that are the least affected by foreign aid and investments and new job opportunities. The most important problem is the conflict over the use of forests. Several provinces, and possibly the army as well, depend on income from the export of timber.&#8221;<\/p>\n<p>The Quest for Balance in a Changing Laos &#8211; Nordic Institute of Asian Studies (1995)<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"left\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_2\/rel_10\/image26.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Pho Khoun - vila nas montanhas\" \/><\/p>\n<p>De Luang Prabang sa\u00edmos da beira do rio Mekong e fomos atravessar as \u00faltimas montanhas do norte de Laos (Kiu Kachan, Phou Khoun e Kasi) com paisagens fant\u00e1sticas. Depois descemos para Vang Vieng e voltamos para o calor da plan\u00edcie no sul do pa\u00eds.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"right\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_2\/rel_10\/image27.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Rio Mekong em Luang Prabang\" \/><\/p>\n<p>Vang Vieng foi inicialmente um posto militar franc\u00eas, circundada pelo rio Song, onde chineses iniciaram o com\u00e9rcio na d\u00e9cada de 40. A sensa\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje \u00e9 de uma cidade criada para e por estrangeiros.<\/p>\n<p>De Vang Vieng seguimos para Vientiane, a capital de Laos. A cidade possui muitas caracter\u00edsticas da ex-metr\u00f3pole Fran\u00e7a. A avenida principal possui seu glamouroso Arco do Triunfo e, guardada as devidas propor\u00e7\u00f5es, \u00e9 ali a Champs-Elys\u00e9es do sudeste asi\u00e1tico. Andando pelas ruas encontramos Coiffeur, Vins de France e tomamos caf\u00e9 da manh\u00e3 comendo p\u00e3o franc\u00eas e queijo La vache que rit. C&#8217;est la cr\u00e8me de la cr\u00e8me de la d\u00e9cadence avec \u00e9l\u00e9gance!<\/p>\n<p>Al\u00e9m de passar pela capital de Laos o grande rio Mekong percorre 3,5 mil km em todo seu percurso e banha uma \u00e1rea maior que a Fran\u00e7a. Ele \u00e9 o maior rio da regi\u00e3o e um dos poucos no mundo que ainda n\u00e3o foram degradados por ind\u00fastrias e barragens. O futuro da bacia hidrogr\u00e1fica do rio Mekong est\u00e1 sendo pauta de discuss\u00e3o entre as autoridades de todo sudeste asi\u00e1tico. O principal assunto \u00e9 o projeto de vinte e nove represas que geraria energia e irrigaria planta\u00e7\u00f5es de arroz. O projeto sofre por um lado a press\u00e3o das empresas dos tigres asi\u00e1ticos que necessitam dessa energia e por outro lado a press\u00e3o dos ambientalistas que lutam para evitar o desastre ecol\u00f3gico que a inunda\u00e7\u00e3o geraria. As obras foram prorrogadas por causa da Segunda Guerra da Indochina (conhecida como Guerra do Vietn\u00e3) e pela crise asi\u00e1tica de 1997 e hoje os projetos seguem sendo analisados pela Mekong River Comission.<\/p>\n<p>Apesar do f\u00e9rtil vale que o pa\u00eds possui grande parte da popula\u00e7\u00e3o vive na mis\u00e9ria. Laos \u00e9 o n\u00famero 138 do total de 174 pa\u00edses na lista de \u00cdndice de Desenvolvimento Humano. 80% da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 rural com insuficientes servi\u00e7os de sa\u00fade b\u00e1sica, acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel e saneamento. Segundo a UNDP (United Nations Development Programme), em Laos &#8211; 1996, 52% dos nascimentos n\u00e3o eram atendidos por agentes de sa\u00fade, 54% das crian\u00e7as com menos de cinco anos estavam abaixo do peso normal e o \u00edndice de analfabetismo feminino era de 57,9%.<\/p>\n<p>Muitos problemas nutricionais poderiam ser minimizados com conhecimentos b\u00e1sicos de agricultura, pecu\u00e1ria e piscicultura. O pa\u00eds possui boa terra, bom rio e bom clima, mas n\u00e3o possui alimento para o auto-sustento. Agricultores fazem os pr\u00e9-hist\u00f3ricos desmatamentos e queimadas para plantarem e usam grandes quantidades de inseticida DDT que j\u00e1 foi praticamente abolido no resto do mundo. Em alguns rios vimos pesca com tarrafas onde retiram alevinos (filhotes de peixes) com menos de 4cm de comprimento e praticamente j\u00e1 n\u00e3o existem peixes adultos. O semelhante ocorre com os p\u00e1ssaros. N\u00e3o existe ecossistema que resista.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da falta de conhecimento parece haver um consenso entre o que vimos e o que os escritores que tivemos acesso escreveram sobre a indol\u00eancia do povo em geral. O livro de Henri Mouhot, Travels in indochina, j\u00e1 comentava a respeito em 1861.<\/p>\n<p>&#8220;Their poverty borders on misery, but it mainly results from excessive indolence, for they will only cultivate sufficient rice for their own support; this done, they pass the rest of their time in sleep, lounging about the woods, or paying visits to their friends.&#8221;<\/p>\n<p>O Ministro da Agricultura e Florestas \u00e9 consciente dos problemas e anunciou algumas melhorias para o futuro: &#8220;The government has formulated rules on land management and allocation to eliminate slash-and-burn agriculture and encourage people to take up fixed occupations. Land will be allocated to the many ethnic groups for effective management and use under the guidance of macro-level management bodies.&#8221;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"right\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_2\/rel_10\/image28.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Pescador em Laos\" \/><\/p>\n<p>O caso de Laos pode servir de exemplo para os nossos &#8220;sem-terra&#8221; do Brasil. Laos deixa claro que apenas ter terra n\u00e3o resolve o problema de ningu\u00e9m. Aqui vivem muitos &#8220;com-terra&#8221; mas sem tecnologia, sementes, determina\u00e7\u00e3o&#8230; e &#8220;com-fome&#8221;.<\/p>\n<p>Encontrei um m\u00e9dico e conversamos sobre a desnutri\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. Perguntei o porqu\u00ea dos laosianos n\u00e3o tomarem leite apesar de criarem algumas vacas. Ele explicou que o ser humano \u00e9 o \u00fanico mam\u00edfero que toma leite depois da amamenta\u00e7\u00e3o e isso n\u00e3o \u00e9 &#8220;normal&#8221; para o nosso organismo. Ele explicou que, no mundo, os \u00fanicos humanos que se adaptaram para absorver os alimentos l\u00e1cteos foram os indoeuropeus que j\u00e1 bebem leite h\u00e1 dezenas de milhares de anos. Fiquei &#8220;encucado&#8221; com a quest\u00e3o e fui pedir mais informa\u00e7\u00e3o para o conterr\u00e2neo Dr. Sergio Pena, que \u00e9 especialista no assunto.<\/p>\n<p>&#8220;Argus, o seu amigo do Laos est\u00e1 absolutamente correto. Para digest\u00e3o do a\u00e7\u00facar do leite, lactose, necessitamos de uma enzima pr\u00f3pria chamada lactase. Em todos os mam\u00edferos e tamb\u00e9m nos primeiros humanos (que emergiram na \u00c1frica) a produ\u00e7\u00e3o da enzima lactase no intestino n\u00e3o continua ap\u00f3s o desmame. Quando o gado foi domesticado por um grupo humano que havia migrado para a Europa, houve sele\u00e7\u00e3o para persist\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o da enzima lactase, permitindo ent\u00e3o a ingest\u00e3o do leite de vaca como alimento. &#8221;<\/p>\n<p>Prof. Dr. Sergio D.J. Pena<\/p>\n<p>Departamento de Bioqu\u00edmica e Imunologia &#8211; Universidade Federal de Minas Gerais<\/p>\n<p>Apesar dos problemas de desnutri\u00e7\u00e3o, tr\u00e1fico e pobreza em geral, Laos \u00e9 um local seguro e possui um povo muito simp\u00e1tico. Foi um pa\u00eds que n\u00e3o estava na minha rota e fiquei muito feliz por t\u00ea-lo inclu\u00eddo. Ficar\u00e1 na lembran\u00e7a a crian\u00e7ada correndo atr\u00e1s da bicicleta, gritando &#8220;sabadi&#8221; e jogando futebol com bolas de bambu.<\/p>\n<p>De Vientiane cruzamos a fronteira para Tail\u00e2ndia pela ponte do rio Mekong (&#8220;ponte da Aids&#8221; que comentei num relat\u00f3rio anterior) e fomos para Nong Khai.<\/p>\n<p>Nong Khai \u00e9 uma cidade tailandesa que funciona como uma segunda capital de Laos. Seus hospitais fazem propaganda do servi\u00e7o que prestam em toda a fronteira com Laos e grande parte das lojas de eletr\u00f4nicos e afins abastecem a popula\u00e7\u00e3o do ainda desprovido pa\u00eds vizinho.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"left\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_2\/rel_10\/image29.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Ilha de Ko Chang - Tail\u00e2ndia\" \/><\/p>\n<p>Resolvemos passar o Natal e Ano Novo num local tur\u00edstico para dividir a festa com os companheiros ocidentais. Escolhemos a ilha de Ko Chang, perto de Bangkok, e descemos de trem para n\u00e3o perdermos a festa. No pa\u00eds do budismo o Natal s\u00f3 foi lembrado por n\u00f3s turistas. Fizemos uma festa na praia e a \u00fanica coisa que autenticou a data foi um Papai Noel b\u00eabado que quase se afogou no mar. No Ano Novo a ilha ficou cheia de turistas e tailandeses, novamente fizemos uma festa na praia. Atravessamos o ano ao som de &#8220;all we need is love&#8221; com fogos de artif\u00edcio, show de malabarismo e muita esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Da ilha fomos para Camboja. Um pa\u00eds com uma hist\u00f3ria impressionante que deixarei para escrever no pr\u00f3ximo relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Grande abra\u00e7o e at\u00e9 a pr\u00f3xima,<br \/>\n<strong>Argus<\/strong><\/p>\n<p><strong>Para saber mais<\/strong><br \/>\nUnited Nations Development Programme &#8211; www.undp.org<br \/>\nMekong River Comission &#8211; www.mrcmekong.org<br \/>\nNordic Institute of Asian Studies &#8211; www.nias.ku.dk<br \/>\nLARS2 Second International Large Rivers Symposium Feb 11-14, 2003 -www.lars2.org<br \/>\nWorld Water Forum &#8211; Japan &#8211; March 16-23, 2003 &#8211; www.worldwaterforum.org<br \/>\nLivros:<br \/>\nButcher, Tom and Ellis, Dawn, Laos, Pallas Athene, London, 1993<br \/>\nCastle, Timothy N., At War in the Shadow of Vietnam, Columbia University Press, New York, 1993<br \/>\nChape, Stuart, Biodiversity Conservation, Protected Areas and the Development Imperative in Laos PDR: Forging the Links, The World Conservation Union, 1996<br \/>\nChomsky, Noam and Herman, Edward S., After the Cataclysm, Spokesman, Nottingham, 1979<br \/>\nChoulamany-Khamphoui, Outhake and Schenk-Sandbergen, Loes, Women in Rice Fields and Offices: Irrigation in Laos, Empowerment, Heiloo, the Netherlands, 1995<br \/>\nClaridge, Gordon, Thanongsi Sorangkhoun and Baird, Ian, Community Fisheries in Lao PDR: A Survey of Techniques and Issues, The World Conservation Union, 1997<br \/>\nEvans, Grant and Rowley, Kelvin, Red Brotherhood at War: Vietnam, Camboja and Laos since 1975, Verso, London 1984<br \/>\nGosling, Betty, Old Luang Prabang, Oxford University Press, Oxford, 1996<br \/>\nHandicap International, Living with UXO, 1997<br \/>\nHoskin, John and Hopkins, Allen W., The Mekong, Post Books, Bangkok, 1991<br \/>\nIvarsson, Soren, Svensson, Thommy and Tonnesson, Stein, The Quest for Balance in a Changing Laos, Nordic Institute of Asian Studies, 1995<br \/>\nLewis, Norman, A Dragon Apparent, Johathan Cape, London, 1951<br \/>\nLibrar of Congress Federal Research Division, Laos:: A Country Study, New York, 1994<br \/>\nMansfield, Stephen, Culture Shock! Laos, Kuperard, London, 1997<br \/>\nMayoury, Ngaosyvathn, Lao Women: Yesterday and Today, State Publishing Enterprise, Vientiane, Laos, 1995<br \/>\nMcCoy, Alfred W., The Politics of Heroin: CIA Complicity in the Global Drug Trade, Lawrence Hill Books, New York, 1991<br \/>\nMurphy, Dervla, One foot in Laos, John Murray, Great Britain, 1999<br \/>\nStuart-Fox, Martin, A History of Laos, Cambridge University Press, Cambridge, 1997<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>23.JAN.2003 Ol\u00e1 amigos! Acabamos de atravessar Laos. Das montanhas de Udom Xai seguimos para o sul at\u00e9 encontrar novamente o rio Mekong na capital Vientiane. Depois passamos novamente pela Tail\u00e2ndia (Natal e Ano Novo) e agora estamos come\u00e7ando a rota pelo interessante Camboja. 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