{"id":532,"date":"2009-10-21T17:24:25","date_gmt":"2009-10-21T20:24:25","guid":{"rendered":"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/?page_id=532"},"modified":"2024-03-16T14:20:31","modified_gmt":"2024-03-16T14:20:31","slug":"etapa-3-relatorio-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/?page_id=532","title":{"rendered":"Etapa 3 \u2013 Relat\u00f3rio 2"},"content":{"rendered":"<h4>31.JAN.2003<\/h4>\n<h3 class=\"tit-rel\">Namasc\u00e1, acabamos de percorrer o estado indiano de Bihar e atravessar a fronteira para o Nepal. Subimos as primeiras montanhas do maravilhoso Himalaia e agora estamos em Katmandu, a capital do pa\u00eds.<\/h3>\n<p>De Bodh Gaya seguimos pedalando e buscando sempre as estradas secund\u00e1rias. A pedalada variou entre interessantes vilas em \u00e1reas rurais e ca\u00f3ticos tr\u00e2nsitos perto das cidades. Passamos pelo estado de Bihar, um dos estados mais pobres da \u00cdndia com uma \u00e1rea plana e muitas planta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"right\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_3\/rel_02\/III - 02 - Foto 01 - Templo Budista em Bihar.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Templo Budista em Bihar\" \/><\/p>\n<p>A regi\u00e3o \u00e9 rota de peregrina\u00e7\u00e3o budista. Al\u00e9m de Bodh Gaya, os peregrinos passam tamb\u00e9m por Nalanda, Vaishali e v\u00e1rios templos. Visitamos as ru\u00ednas da Universidade de Nalanda que foi fundada no S\u00e9c. V d.C e era uma das maiores Universidades anci\u00e3s e um centro de celebra\u00e7\u00e3o das artes e ensinos orientais. As ru\u00ednas s\u00e3o a maior escava\u00e7\u00e3o de uma Universidade em todo o mundo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"left\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_3\/rel_02\/III - 02 - Foto 02 - Ruinas de Nalanda.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Ru\u00ednas da Universidade de Nalanda\" \/><\/p>\n<p>Dormimos em Nalanda e no outro dia seguimos para Patna, a capital do estado, na beira do Ganges. J\u00e1 est\u00e1vamos esperando uma confus\u00e3o parecida com Calcut\u00e1 ou qualquer outra capital indiana. Chegamos na cidade e nos perdemos durante mais de tr\u00eas horas. O barulho das buzinas era tanto que precis\u00e1vamos gritar para nos comunicar.<\/p>\n<p>Anoiteceu e ainda est\u00e1vamos procurando algum hotel e quando finalmente encontramos um, tivemos o mesmo problema de Dhanbad &#8211; eles n\u00e3o aceitavam turistas. O \u00fanico hotel que nos aceitou foi um cheio de estrelas que nos custou os olhos da cara. Tomamos um saudoso e longo banho de \u00e1gua quente, dormimos e seguimos para Vaishali.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"left\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_3\/rel_02\/III - 02 - Foto 03 - No trafego de Patna.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Tr\u00e1fego em Patna\" \/><\/p>\n<p>Vaishali \u00e9 onde Buda fez seu \u00faltimo serm\u00e3o e anunciou sua condu\u00e7\u00e3o ao Nirvana. \u00c9 um vilarejo muito simples com belas stupas budistas. Ali encontramos um simp\u00e1tico templo de Sri Lanka que nos hospedou. Na manh\u00e3 seguinte seguimos viagem percorrendo por uma estrada alternativa sem nenhum caminh\u00e3o e cheia de crian\u00e7as e animais no meio da pista. V\u00e1rias casas de barro possuem pinturas nas paredes que d\u00e3o uma beleza singular para as vilas. Na regi\u00e3o muitos n\u00e3o possuem energia el\u00e9trica, a vida \u00e9 basicamente rural e al\u00e9m da agricultura criam vacas, b\u00fafalos e cabritos. O solo argiloso fornece fartura de mat\u00e9ria prima para os tijolos que chegam a ser usados at\u00e9 como pavimento de estrada.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"right\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_3\/rel_02\/III - 02 - Foto 04 - Desenhos nas casas.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Casas com desenho nas paredes de barro\" \/><\/p>\n<p>Na \u00cdndia o barulho e a polui\u00e7\u00e3o j\u00e1 viraram rotina. Os pr\u00f3prios indianos n\u00e3o se incomodam mais com os pl\u00e1sticos e lixo por toda a cidade. Durante todo m\u00eas n\u00e3o vimos ningu\u00e9m varrendo as ruas e quase enlouquecemos com as buzinas incessantes dia e noite. Os pr\u00e9dios tamb\u00e9m refletem essa desordem. Em geral constroem at\u00e9 algu\u00e9m do governo &#8220;mandar parar&#8221; e quando param deixam eternamente a constru\u00e7\u00e3o pela metade com ferros e tijolos por toda parte. Curiosamente quase n\u00e3o existem ratos ou baratas. Vimos muitos cachorros, macacos, esquilos, milhares de mosquitos e algumas cobras de estima\u00e7\u00e3o que algumas pessoas carregam no pesco\u00e7o ou em pequenas cestas de palha.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a de direitos entre homem e mulher \u00e9 vis\u00edvel. Somente homens chegavam para conversar conosco ou eram vistos nas festas. As mulheres s\u00e3o limitadas aos trabalhos bra\u00e7ais e possuem muita pouca liberdade na sociedade. At\u00e9 hoje ocorrem casos dos pais matarem os beb\u00eas femininos pois s\u00e3o considerados preju\u00edzo para a fam\u00edlia. E ainda ocorrem casos onde a mulher que perde o marido tamb\u00e9m tem que morrer para acompanh\u00e1-lo. A diferen\u00e7a de incentivo \u00e0 educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 alarmante. O resultado dessa discrimina\u00e7\u00e3o est\u00e1 na estat\u00edstica do pa\u00eds que hoje possui mais homens que mulheres. Nos \u00faltimos anos a ONU tem alertado o governo indiano sobre o problema mas as diferen\u00e7as continuam.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"left\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_3\/rel_02\/III - 02 - Foto 05 - Na estrada em Bihar.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Estrada em Bihar\" \/><\/p>\n<p>As nossas bicicletas e o cabelo loiro da Alexandra chamaram muita aten\u00e7\u00e3o. As pessoas ficavam nos olhando fixamente e n\u00e3o falavam nada. As vezes nos sent\u00edamos um macaco no zool\u00f3gico. Num restaurante de beira de estrada o dono chegou a improvisar uma cerca com cadeiras para delimitar a \u00e1rea da &#8220;plat\u00e9ia&#8221; que foi nos ver.<\/p>\n<p>As sagradas vacas da \u00cdndia contam tamb\u00e9m um pouco da hist\u00f3ria da &#8220;Rota da Seda Brasileira&#8221;. Quando comecei a viagem em Cordisburgo, nos sert\u00f5es de Guimar\u00e3es Rosa, passei pr\u00f3ximo aos mais avan\u00e7ados projetos gen\u00e9ticos de gado no Brasil. Esse gado \u00e9 produto de v\u00e1rias ra\u00e7as indianas que est\u00e3o hoje presentes em todo o mundo. Hoje o Brasil, com um interc\u00e2mbio gen\u00e9tico de alta qualidade, possui o maior rebanho comercial do mundo com 155 milh\u00f5es de cabe\u00e7as.<\/p>\n<p>Atravessamos mais uma fronteira e chegamos no Nepal, um pa\u00eds territorialmente pequeno que separa as duas grandes pot\u00eancias asi\u00e1ticas: \u00cdndia e China. A divis\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 geograficamente clara com a imponente cadeia de montanhas do Himalaia.<\/p>\n<p>No primeiro dia no Nepal os hindus estavam comemorando o festival sagrado das cores, Holi Festival, e sa\u00edram pelas ruas com tinta (p\u00f3-xadrez) nas m\u00e3os pintando todos que passassem. Nossas caras e bicicletas ficaram todas vermelhas mas logo depois nos limpamos com uma chuva de granizo que marcou o in\u00edcio da subida.<\/p>\n<p>As montanhas de Himalaia lembram muito os Andes. O desafio da vida nas montanhas parece delimitar um comportamento comum entre seus moradores. Como me escreveu o amigo Ferolla &#8220;(nepal\u00eas) \u00e9 um povo achivesado, pequeno e simp\u00e1tico, forte pra caramba e sob um casco franzino, j\u00e1 vi deles carregando carga de um jegue, tipo um qu\u00edchua boliviano magro, pero com o mesmo colorido, como se parecem todos os montanheses&#8221;. E p\u00f5e carga de jegue nisso! Aqui vimos pessoas carregando at\u00e9 duas m\u00e1quinas de lavar na carcunda.<br \/>\n<img decoding=\"async\" align=\"left\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_3\/rel_02\/III - 02 - Foto 06 - Nepales carregado.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Montanh\u00eas carregado\" \/><\/p>\n<p>Igual nos Andes, no Himalaia tamb\u00e9m recortam as montanhas em curvas de n\u00edvel para as planta\u00e7\u00f5es. Mas aqui n\u00e3o usam pedras para fazerem os degraus e muitos desmoronam causando grandes eros\u00f5es.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"right\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_3\/rel_02\/III - 02 - Foto 07 - Curvas de nivel no Himalaia.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Planta\u00e7\u00f5es em curvas de n\u00edvel\" \/><\/p>\n<p>O pa\u00eds possui 23,6 milh\u00f5es de habitantes (2001) e 90% da popula\u00e7\u00e3o trabalha na agricultura &#8211; principalmente na produ\u00e7\u00e3o de arroz. A democracia foi reintroduzida apenas h\u00e1 10 anos, ap\u00f3s tr\u00eas d\u00e9cadas de monarquia absolutista. Com a abertura para visita\u00e7\u00e3o de extrangeiros, o turismo, principalmente de aventura, est\u00e1 ganhando for\u00e7a. Muitos procuram a regi\u00e3o para caminhadas, canoagem e escaladas. As principais religi\u00f5es s\u00e3o o hindu\u00edsmo (76%) e o budismo. V\u00e1rios budistas tibetanos, seguidores do Dalai Lama, fugiram do Tibet ap\u00f3s a sua invas\u00e3o e dom\u00ednio pelos chineses. Hoje muitos vivem em Katmandu e, se voltarem para o Tibet, n\u00e3o poder\u00e3o sair novamente.<\/p>\n<p>A Fam\u00edlia Real sofreu uma chacina em 2001. O Rei e nove membros foram mortos. O veredicto oficial \u00e9 um hist\u00f3ria shakespeariana onde o pr\u00edncipe foi proibido de casar com a amada da fam\u00edlia rival. Por isso assassinou a pr\u00f3pria fam\u00edlia num jantar e depois suicidou.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"left\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_3\/rel_02\/III - 02 - Foto 08 - Himalaia.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Nas montanhas do Himalaia\" \/><\/p>\n<p>A subida do Himalaia foi quase cont\u00ednua e no alto tivemos frio e n\u00e9voa. Passamos vagarosamente por v\u00e1rios comunidades rurais, atravessamos diferentes vales e tivemos o esfor\u00e7o das subidas compensado por visuais maravilhosos. Todos moradores nos cumprimentaram com um namast\u00ea simp\u00e1tico e v\u00e1rios reconheceram a bandeira do Brasil. Muitas crian\u00e7as, com as bochechas queimadas de frio, brincaram de empurrar as bicicletas por alguns quil\u00f4metros de subidas. Nas montanhas pude realmente curtir a bike nova. Agora estou pedalando com uma bicicleta de 27 marchas, quadro de fibra de carbono, freios a disco, suspens\u00f5es, bons alforjes, boa estabilidade e pernas acostumadas com o batente. Muito melhor que nas etapas anteriores.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"right\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_3\/rel_02\/III - 02 - Foto 09 - Dando uma forca.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Crian\u00e7ada empurrando as bicicletas\" \/><\/p>\n<p>De Hetauda para Katmandu existem dois caminhos &#8211; um menos inclinado onde os caminh\u00f5es e \u00f4nibus passam e outro mais acentuado e sem tr\u00e1fego. Escolhemos a segunda op\u00e7\u00e3o e no meio da subida paramos em Churia, uma pequena vila com poucas dezenas de casas e um povo muito simp\u00e1tico. Num hotel improvisado dividimos um quarto com algumas cabras e uma vista maravilhosa. O pessoal nas montanhas n\u00e3o \u00e9 muito acostumado com chuveiros e tivemos de encarar baldes de \u00e1gua fria para saciarmos esse nosso &#8220;estranho&#8221; costume de tomar banho.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"left\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_3\/rel_02\/III - 02 - Foto 10 - Parada na subida para Daman.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"Parada na subida para Daman\" \/><\/p>\n<p>Recebemos a not\u00edcia da guerra no Iraque atrav\u00e9s do Bikash, um garoto de 13 anos que na pequena Churia sabiamente aprendeu um ingl\u00eas perfeito. Ele nos traduziu o notici\u00e1rio de um pequeno r\u00e1dio chiado e comentou &#8220;- A guerra come\u00e7ou. Os Estados Unidos est\u00e3o bombardeando o Iraque. Esse Bush \u00e9 um cara mau.&#8221;<\/p>\n<p>Durante toda a viagem n\u00e3o encontrei nenhum brasileiro, boliviano, peruano, australiano, timorense, indon\u00e9sio, malaio, laosiano, cambojano, indiano ou nepal\u00eas que concordasse com essa guerra. Absolutamente nenhum. No mundo que estou conhecendo ningu\u00e9m acreditou nessa &#8220;miss\u00e3o pacifista&#8221; de fazer guerra pela paz. Ao contr\u00e1rio, a leitura desta guerra est\u00e1 sendo a expans\u00e3o do Imp\u00e9rio capitalista anglo-americano buscando dinheiro b\u00e9lico e petr\u00f3leo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"left\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_3\/rel_02\/III - 02 - Foto 11 - protesto contra a guerra no Iraque.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"N\u00f3s queremos paz!\" \/><\/p>\n<p>&#8220;Aprendi que todo mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade est\u00e1 na forma de subir a escarpa.&#8221;<\/p>\n<p>Gabriel Garcia Marquez<\/p>\n<p>Seguimos subindo e atingimos o topo da primeira cadeia de montanhas (2488 m.a.n.m.) perto da cidade de Daman. Dali seria poss\u00edvel visualizar o Everest ou Sagarmatha em nepal\u00eas (montanha mais alta do mundo com 8848 m.a.n.m.) mas n\u00e3o tivemos suficiente visibilidade e vimos apenas n\u00e9voa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" align=\"right\"  src=\"http:\/\/caminhos.arguscaruso.com.br\/wp-content\/uploads\/site_images\/relatorios\/etapa_3\/rel_02\/III - 02 - Foto 12 - Nevoa no alto da montanha.jpg\" class=\"images-rel\" alt=\"N\u00e9voa no alto da montanha\" \/><\/p>\n<p>Descemos para o lindo vale, considerado Patrim\u00f4nio Natural da Humanidade, e chegamos na capital Katmandu. Agora estamos arrumando algumas coisas nas bicicletas e tentando consertar o notebook que est\u00e1 com problemas.<\/p>\n<p>Grande abra\u00e7o e at\u00e9 a pr\u00f3xima!<\/p>\n<p><strong>Para saber mais<\/strong><br \/>\nABCZ &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Criadores de Zebu<br \/>\nwww.abcz.com.br<br \/>\nhttp:\/\/planeta.terra.com.br\/arte\/museudozebu\/<\/p>\n<p><strong>India<\/strong><br \/>\nwww.bodhgayanews.net<br \/>\nwww.travel-india.com\/cityac\/bihar<br \/>\nwww.indiaprofile.com<br \/>\nwww.biharonline.com<\/p>\n<p><strong>Nepal<\/strong><br \/>\nwww.ganeshas-project.org<br \/>\nwww.nepalhomepage.com<br \/>\nwww.world-odyssey.com\/nepal<br \/>\nwww.public.iastate.edu\/~dev\/Nepal<br \/>\nwww.nsa-cebu.com.np<br \/>\nwww.photius.com\/wfb2000\/countries\/Nepal<br \/>\nwww.southalabama.edu\/nepal<br \/>\nwww.canepal.org.uk<br \/>\nwww.nepal.de<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>31.JAN.2003 Namasc\u00e1, acabamos de percorrer o estado indiano de Bihar e atravessar a fronteira para o Nepal. 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